13:40
Assim que terminei de comer, agradeci rapidamente pela comida e tentei sair disfarçadamente, mais o homem que segurava a arma me deteu.- Onde você pretende ir ? Somos os últimos sobreviventes.
É claro que isso devia ser uma grande mentira, as pessoas conseguiram fugir, no caminho pra cá não encontrei mortos nem nada, apenas um pequeno grupo de zumbis que se arrastavam sem rumo. Porém antes que eu pudesse questiona-lo ele começou a narrar.
-O que você acompanhou pela televisão nos últimos meses é apenas a ponta do Iceberg. Fazem 3 anos que tenho viajado pela América Latina e encontrei casos de infectados por todos os países latinos. Os governos locais perseguiam a imprensa. Pareciam encobertar alguma coisa muito maior. Um dia recebi a informação de que um menino que morreu contaminado no Chile havia se levantado no seu velório e atacado sua família violentamente. Os grandes veículos de comunicação não levaram a sério a informação. Meses depois uma série de casos começaram a acontecer diariamente por toda a América Latina. Os governantes tentaram amenizar o caso, diziam que não estavam mortos, era apenas um estágio da doença e que era possível encontrar a cura. Quando voltei ao Brasil descobri que minha esposa e filhos estavam doentes. Tentei interna-los as pressas mais todos os hospitais estavam lotados. O exército começou a montar bases médicas no centro da cidade. Mais foi nisso que tudo saiu de controle. Os doentes começaram a ser assassinados em segredo nas bases. Por isso logo em seguida começaram a transferir as bases para fora da cidade em locais bem afastados.
O outro homem que havia me entregado a comida minutos antes volta até a pequena sala da delegacia onde estávamos.
-Não existe cura. O vírus reanima os corpos que estão infectados
-como se cura um morto?









