Mantinha os olhos fixos na janela, não tinha mais ideia de quanto tempo já havia se passado desde que se trancou em casa.
Nos filmes as pessoas pregavam madeiras nas portas e janelas pra se proteger, ela apenas trancou tudo, colocou o black out e cortinas grossas.
No começo ainda assistia TV ou ouvia rádio com o volume bem baixo, para não chamar atenção de nenhum vizinho.
Morava numa vila, além de sua casa haviam outras 3. A família da casa da frente havia ido embora de carro assim que a TV anunciou a estranha epidemia, foram pra casa que tinham no litoral, chegaram a convida-la, mas ela preferiu ficar.
Nos dois primeiros dias manteve a vida normal, acordava cedo, ia ao trabalho, depois a academia. No terceiro dia foi a única a aparecer na empresa e voltou pra casa, decidiu malhar mais cedo e encontrou a academia fechada. Primeiro pensou em ir a praia, depois achou melhor ir pra casa curtir o dia folga. Ao ligar a TV viu que duas emissoras já estavam fora do ar e se deu conta de que as coisas talvez fossem mais sérias do que imaginava. Foi ao mercado e comprou o máximo de frutas, biscoitos enlatados e não perecíveis que conseguiu. Impressionou-se com o fato dos mercados estarem funcionando normalmente, apesar dos poucos funcionários ainda por lá. Ao chegar em casa trancou-se e estava lá até então.
Apertou os olhos com força e pensou em chorar. Decidiu que era hora de sair de casa, apesar de não ter noção de quantos dias haviam passado. Levantou-se e puxou um pouco a cortina, olhou o céu por uns instantes e não soube precisar se anoitecia ou amanhecia, ficou ali parada mais alguns minutos antes de perceber que era a noite quem caia.
Caminhou até a cozinha onde abriu um pacote de biscoitos, decidiu arrumar uma mochila e se preparar pra sair nas primeiras horas do dia. Nos filmes de zumbia as tais criaturas eram mais perigosas a noite.
Dois pacotes de biscoito, uma lata de salsicha e uma de atum, duas garrafas de água e um isotônico foram colocados dentro da mochila posta sobre o sofá. Tomou um longo banho, apesar da água fria. E se deitou na cama para uma última noite de sono antes de encarar a nova realidade.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
Dia #1 parte 5
13:40
Assim que terminei de comer, agradeci rapidamente pela comida e tentei sair disfarçadamente, mais o homem que segurava a arma me deteu.- Onde você pretende ir ? Somos os últimos sobreviventes.
É claro que isso devia ser uma grande mentira, as pessoas conseguiram fugir, no caminho pra cá não encontrei mortos nem nada, apenas um pequeno grupo de zumbis que se arrastavam sem rumo. Porém antes que eu pudesse questiona-lo ele começou a narrar.
-O que você acompanhou pela televisão nos últimos meses é apenas a ponta do Iceberg. Fazem 3 anos que tenho viajado pela América Latina e encontrei casos de infectados por todos os países latinos. Os governos locais perseguiam a imprensa. Pareciam encobertar alguma coisa muito maior. Um dia recebi a informação de que um menino que morreu contaminado no Chile havia se levantado no seu velório e atacado sua família violentamente. Os grandes veículos de comunicação não levaram a sério a informação. Meses depois uma série de casos começaram a acontecer diariamente por toda a América Latina. Os governantes tentaram amenizar o caso, diziam que não estavam mortos, era apenas um estágio da doença e que era possível encontrar a cura. Quando voltei ao Brasil descobri que minha esposa e filhos estavam doentes. Tentei interna-los as pressas mais todos os hospitais estavam lotados. O exército começou a montar bases médicas no centro da cidade. Mais foi nisso que tudo saiu de controle. Os doentes começaram a ser assassinados em segredo nas bases. Por isso logo em seguida começaram a transferir as bases para fora da cidade em locais bem afastados.
O outro homem que havia me entregado a comida minutos antes volta até a pequena sala da delegacia onde estávamos.
-Não existe cura. O vírus reanima os corpos que estão infectados
-como se cura um morto?
quarta-feira, 6 de março de 2013
Dia #1 parte 4
13:06
Recobrei a consciência, estava algemado e amordaçado em uma pequena cela dentro da delegacia, a dor de cabeça era tão grande quanto a fome, minha visão ainda estava um pouco turva por causa da pancada. Ao notar que estava acordando um homem abriu a cela e veio em minha direção perguntou se eu sentia frio, respondi com a cabeça que não, nesse instante ele se ajoelhou perto de mim e encostou uma arma na minha testa disse pra eu não tentar nada... Como se fosse possível eu fazer alguma coisa estando com braços e pernas algemadas, em seguida um outro se aproximou segurando um estetoscópio encostou em meu peito, comentou com o outro que parecia não haver nada errado.
-Sem febre e com batimentos normais, pode libera-lo
O homem que segurava a arma levantou e disse em um tom de ironia que não saberia dizer se eu era um cara de sorte, apontou pra pequena cela em frente.
-Aquele ali não teve tanta sorte quanto você
Era o cadáver de um homem queimado, também amordaçado e algemado como eu.
Enquanto o homem tirava minhas algemas e mordaça ele ia resmungando baixo para mim.
-Não podemos vacilar , não há cura para isso, quando alguém esta infectado devemos destruir o corpo antes que a doença tome conta de tudo. Porque depois que um infectado morre, o vírus se apodera do corpo. Então é tarde demais. Vi os policias descarregarem armas de grosso calibre nesses desgraçados. São como máquinas.
O outro homem voltou a cela com uma garrafa de água e uma panela de macarrão instantâneo, também me entregou umas pílulas e disse que isso ajudaria com a dor de cabeça. Fiquei no canto comendo e tentando me manter alheio aquela situação.
Recobrei a consciência, estava algemado e amordaçado em uma pequena cela dentro da delegacia, a dor de cabeça era tão grande quanto a fome, minha visão ainda estava um pouco turva por causa da pancada. Ao notar que estava acordando um homem abriu a cela e veio em minha direção perguntou se eu sentia frio, respondi com a cabeça que não, nesse instante ele se ajoelhou perto de mim e encostou uma arma na minha testa disse pra eu não tentar nada... Como se fosse possível eu fazer alguma coisa estando com braços e pernas algemadas, em seguida um outro se aproximou segurando um estetoscópio encostou em meu peito, comentou com o outro que parecia não haver nada errado.
-Sem febre e com batimentos normais, pode libera-lo
O homem que segurava a arma levantou e disse em um tom de ironia que não saberia dizer se eu era um cara de sorte, apontou pra pequena cela em frente.
-Aquele ali não teve tanta sorte quanto você
Era o cadáver de um homem queimado, também amordaçado e algemado como eu.
Enquanto o homem tirava minhas algemas e mordaça ele ia resmungando baixo para mim.
-Não podemos vacilar , não há cura para isso, quando alguém esta infectado devemos destruir o corpo antes que a doença tome conta de tudo. Porque depois que um infectado morre, o vírus se apodera do corpo. Então é tarde demais. Vi os policias descarregarem armas de grosso calibre nesses desgraçados. São como máquinas.
O outro homem voltou a cela com uma garrafa de água e uma panela de macarrão instantâneo, também me entregou umas pílulas e disse que isso ajudaria com a dor de cabeça. Fiquei no canto comendo e tentando me manter alheio aquela situação.
Dia #1 parte 3
05:49
Após o ocorrido continuei rumo a avenida principal e segui em sentido a delegacia, a essa altura o Sol já estava surgindo e em minha frente uma cidade deserta, apenas carros batidos e nenhuma viva alma, nem mesmo corpos ou rastros de sangue, não sei se isso é um bom sinal. Talvez todos tenham sido devorados igual a repórter, ou quem sabe a população tenha conseguido fugir. Não sei se ainda posso acreditar nessa ilusão. Eu ouvi tiros, ouvi gritos e correria durante os dias em que permaneci trancado em casa. Enfim, enquanto ia me perdendo em meus pensamentos tentando encontrar alguma explicação cheguei até a delegacia. Deixei a bicicleta encostada em um canto e disse as primeiras palavras após dias de silêncio absoluto.
-Tem alguém me ouvindo ? preciso de ajuda !
A porta da delegacia se abriu rapidamente e fui surpreendido por um golpe na cabeça...
Após o ocorrido continuei rumo a avenida principal e segui em sentido a delegacia, a essa altura o Sol já estava surgindo e em minha frente uma cidade deserta, apenas carros batidos e nenhuma viva alma, nem mesmo corpos ou rastros de sangue, não sei se isso é um bom sinal. Talvez todos tenham sido devorados igual a repórter, ou quem sabe a população tenha conseguido fugir. Não sei se ainda posso acreditar nessa ilusão. Eu ouvi tiros, ouvi gritos e correria durante os dias em que permaneci trancado em casa. Enfim, enquanto ia me perdendo em meus pensamentos tentando encontrar alguma explicação cheguei até a delegacia. Deixei a bicicleta encostada em um canto e disse as primeiras palavras após dias de silêncio absoluto.
-Tem alguém me ouvindo ? preciso de ajuda !
A porta da delegacia se abriu rapidamente e fui surpreendido por um golpe na cabeça...
terça-feira, 5 de março de 2013
Dia #1 parte 2
04:37
O dia ainda não amanheceu, estou seguindo bem devagar pela rua para fazer o mínimo de barulho possível, também estou evitando ligar a lanterna, a alguns minutos atrás tive a sensação de estar sendo seguido, não me arrisquei a descobrir quem era apenas desviei meu caminho para os becos e permaneci por lá algum tempo até ter certeza que não havia ninguém. Até começar a sentir um odor horrível logo em frente a saída do beco, aproximei-me lentamente e pude vê-los. Não era como tinha visto a alguns dias atrás na Tv, eles andavam lento sem rumo, não pareciam estar atrás de alguém. Meu coração batia tão forte que tive medo de ser ouvido pelo grupo.
O dia ainda não amanheceu, estou seguindo bem devagar pela rua para fazer o mínimo de barulho possível, também estou evitando ligar a lanterna, a alguns minutos atrás tive a sensação de estar sendo seguido, não me arrisquei a descobrir quem era apenas desviei meu caminho para os becos e permaneci por lá algum tempo até ter certeza que não havia ninguém. Até começar a sentir um odor horrível logo em frente a saída do beco, aproximei-me lentamente e pude vê-los. Não era como tinha visto a alguns dias atrás na Tv, eles andavam lento sem rumo, não pareciam estar atrás de alguém. Meu coração batia tão forte que tive medo de ser ouvido pelo grupo.
Mas logo eles continuaram no sentido contrário ao que eu pretendia ir, definitivamente isso não era um bom sinal.
Dia #1 parte 1
03:30 am
Ok... Hoje estou deixando a casa, antes entrei em alguns dos apartamentos vizinhos atras de alguma coisa útil mais havia pouca coisa tudo esta revirado nem mesmo algo que eu possa comer nem enlatados nada. Não é como nos filmes, não tenho arma e mesmo se tivesse, não sei atirar, encontrei as chaves do carro do vizinho do primeiro andar e olha o carro dele na garagem, pena que não sei dirigir... tenho uma velha bicicleta acho que é o suficiente para sair daqui. Vou partir antes do Sol nascer, eu realmente não faço ideia de como estão as coisas pela cidade, melhor não ser notado por ninguém até encontrar um local seguro. Irei seguir em linha reta até o sexto quarteirão e pegar a avenida principal até a delegacia mais próxima, talvez encontre ajuda e abrigo por lá, pelo menos um telefone que funcione.
Ok... Hoje estou deixando a casa, antes entrei em alguns dos apartamentos vizinhos atras de alguma coisa útil mais havia pouca coisa tudo esta revirado nem mesmo algo que eu possa comer nem enlatados nada. Não é como nos filmes, não tenho arma e mesmo se tivesse, não sei atirar, encontrei as chaves do carro do vizinho do primeiro andar e olha o carro dele na garagem, pena que não sei dirigir... tenho uma velha bicicleta acho que é o suficiente para sair daqui. Vou partir antes do Sol nascer, eu realmente não faço ideia de como estão as coisas pela cidade, melhor não ser notado por ninguém até encontrar um local seguro. Irei seguir em linha reta até o sexto quarteirão e pegar a avenida principal até a delegacia mais próxima, talvez encontre ajuda e abrigo por lá, pelo menos um telefone que funcione.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Crônica parte 3
00.04
Durante 5 dias permaneci trancado em casa. Um pequeno apartamento de 4 andares em um bairro um pouco afastado do centro da cidade, as outras famílias que moravam aqui fugiram logo no início do caos, provavelmente nenhum deles esta vivo, desde ontem não vejo mais nenhuma pessoa andando pela rua, não faço ideia de como estão as coisas com o resto do mundo, meus pais minha namorada meus amigos, tento passar os dias imaginando que tudo não passa de um pesadelo ou sei lá, talvez eu tenha enlouquecido. Mais talvez eu precise sair e deixar esse lugar, os telefones não funcionam e desde ontem estou sem energia elétrica, sobraram apenas alguns pacotes de biscoito, assim que essa chuva parar irei até alguma delegacia ou algum lugar onde possa encontrar sobreviventes e alimentos. Daqui da janela de casa fico olhando a rua deserta. Espero que continue deserta porque não sei como reagirei se encontrar um morto vivo... ou seja lá como eu devo chama-los... zumbis
Durante 5 dias permaneci trancado em casa. Um pequeno apartamento de 4 andares em um bairro um pouco afastado do centro da cidade, as outras famílias que moravam aqui fugiram logo no início do caos, provavelmente nenhum deles esta vivo, desde ontem não vejo mais nenhuma pessoa andando pela rua, não faço ideia de como estão as coisas com o resto do mundo, meus pais minha namorada meus amigos, tento passar os dias imaginando que tudo não passa de um pesadelo ou sei lá, talvez eu tenha enlouquecido. Mais talvez eu precise sair e deixar esse lugar, os telefones não funcionam e desde ontem estou sem energia elétrica, sobraram apenas alguns pacotes de biscoito, assim que essa chuva parar irei até alguma delegacia ou algum lugar onde possa encontrar sobreviventes e alimentos. Daqui da janela de casa fico olhando a rua deserta. Espero que continue deserta porque não sei como reagirei se encontrar um morto vivo... ou seja lá como eu devo chama-los... zumbis
Crônica parte 2
00:03
Foi como um flash, enquanto eu acompanhava pela única rede de televisão nacional que ainda estava no ar as portas do Hospital Geral sendo arrebentadas de dentro para fora, tiros e gritos, o olhar da repórter desesperada e sem palavras, pessoas devorando pessoas, no meio da confusão não se identificava quem era quem. Um homem com uma expressão demoníaca pulou em cima da repórter e logo em seguida mais um grupo se jogou por cima dela.
- Corre não adianta atirar já estão mortos corr... !!!
A última frase pronunciada antes da Tv sair do ar...
Foi como um flash, enquanto eu acompanhava pela única rede de televisão nacional que ainda estava no ar as portas do Hospital Geral sendo arrebentadas de dentro para fora, tiros e gritos, o olhar da repórter desesperada e sem palavras, pessoas devorando pessoas, no meio da confusão não se identificava quem era quem. Um homem com uma expressão demoníaca pulou em cima da repórter e logo em seguida mais um grupo se jogou por cima dela.
- Corre não adianta atirar já estão mortos corr... !!!
A última frase pronunciada antes da Tv sair do ar...
Agora não tinha mais jeito era cada um por si, qualquer pessoa que começasse a apresentar os sintomas da doença era visto como risco extremo. A loucura tomou conta da população... Começou uma caça as bruxas casas eram invadidas e quem tivesse o mínimo dos sintomas era cruelmente assassinado e seu corpo era esquartejado e abandonado. Foram semanas de caos e logo em seguida um dia de silêncio absoluto...
sábado, 2 de março de 2013
Crônica parte 1
00.00
Sim é verdade ! eu pude ver com meus próprios olhos, as notícias que a princípio foram encaradas como uma piada são a mais pura realidade, as pessoas que estavam contaminadas com o vírus e morreram, acordaram; Os hospitais da cidade foram lacrados pela força nacional e os suspeitos de estarem com a doença foram levados a força para ficarem em quarentena em bases militares improvisadas distantes do centro da cidade. Meios de transporte público foram proibidos de circular pela cidade, os aeroportos estão fechados assim como os bancos e comércios. As pessoas estão tentando fugir desesperadamente, mais toda a cidade esta bloqueada.
"Deus! sim estão acordando, os mortos estão levantando, isso é loucura". São as coisas que estão gritando pelas ruas.
00.01
A maioria das redes de Tv saíram do ar, a única notícia que esta sendo divulgada é de que os mortos estão voltando a vida em um estado de insanidade total, ninguém deve sair de casa nem ter contato com qualquer indivíduo que apresente os sintomas.
Crônica parte 2
Sim é verdade ! eu pude ver com meus próprios olhos, as notícias que a princípio foram encaradas como uma piada são a mais pura realidade, as pessoas que estavam contaminadas com o vírus e morreram, acordaram; Os hospitais da cidade foram lacrados pela força nacional e os suspeitos de estarem com a doença foram levados a força para ficarem em quarentena em bases militares improvisadas distantes do centro da cidade. Meios de transporte público foram proibidos de circular pela cidade, os aeroportos estão fechados assim como os bancos e comércios. As pessoas estão tentando fugir desesperadamente, mais toda a cidade esta bloqueada.
"Deus! sim estão acordando, os mortos estão levantando, isso é loucura". São as coisas que estão gritando pelas ruas.
00.01
A maioria das redes de Tv saíram do ar, a única notícia que esta sendo divulgada é de que os mortos estão voltando a vida em um estado de insanidade total, ninguém deve sair de casa nem ter contato com qualquer indivíduo que apresente os sintomas.
Crônica parte 2
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